ESTUDO GEOLÓGICO-METAMÓRFICO DA PORÇÃO SUPERIOR DA NAPPE DE PASSOS

Rafael Francisco Hartung, Luiz Sérgio Amarante Simões

Resumo


No segmento meridional da Faixa Brasília da Província Tocantins, na região sudoeste do Estado de Minas Gerais, registra-se a ocorrência de três unidades tectônicas, sendo duas delas de caráter alóctone e uma de caráter autóctone. Durante o Ciclo Brasiliano, em cerca de 600 Ma, essas três unidades foram imbricadas através de extensas falhas de empurrão de âmbito regional. A Nappe de Passos, que é atribuída ao Grupo Araxá, corresponde à unidade alóctone superior, sendo constituída por uma sequência metassedimentar, majoritariamente de natureza psamo-pelítica, com contribuições menores de rochas metabásicas toleíticas. É dividida em nove unidades litoestratigráficas, sendo denominadas informalmente, da base para o topo, de A até I. As unidades da porção mais basal, de A até C, correspondem ao ciclo deposicional inferior, sendo caracterizado por sedimentação matura, constituída por mixa xistos e quartzitos. Já o ciclo deposicional superior, materializado pelas unidades D a I, encontra-se representado por gnaisses e mica xistos, além de quartzito em caráter minoritário. A referida nappe apresenta três peculiaridades importantes: (1) presença de um gradiente metamórfico invertido, desde a zona da biotita da fácies xisto verde, na base, chegando a atingir, no topo, a fácies anfibolito superior, com anatexia em determinadas camadas; (2) ocorrência, de megaporfiroblastos de granada (> 3cm de diâmetro), à princípio, posicionados no topo da Unidade E e na base da Unidade F; (3) presença de retroeclogitos na porção superior da mesma. O projeto de mestrado em andamento visa mapear, em escala de semi-detalhe (1:25.000), as unidades litoestratigráficas da porção superior da Nappe de Passos (Unidades E, F, G, H e I), na região noroeste da Represa de Peixoto, região de Passos (MG), com o objetivo de identificar as ocorrências dos megaporfiroblastos de granada, assim como de possíveis retroeclogitos. Objetiva- se melhor definir a posição estratigráfica dessas ocorrências, caracterizar as microestruturas relacionadas aos megaporfiroblastos para entender sua formação no contexto de evolução tectonometamórfica da nappe e, também, avaliar a existência de possíveis descontinuidades tectônicas no interior dela. O projeto está em fase inicial, portanto, no presente trabalho será apresentado apenas o resultado da interpretação de imagens aeromagnéticas e aerogamaespectrometricas, utilizadas para identificar as unidades litoestratigráficas. Dos parâmetros geofísicos utilizados, o que melhor permitiu a identificação de unidades foi a composição ternária U- Th-K. Com base nessa imagem e comparando com os mapas geológicos da área, percebe-se que as unidades D, E, F, G e a base da unidade H são passíveis de identificação, entretanto não foi possível identificar diferenças entre as unidades H e I.

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HOLOS ENVIRONMENT, Rio Claro, SP, Brasil - - - eISSN (eletrônico): 1519-8634 - - - está licenciada sob Licença Creative Commons

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